Não é que eu queira apressar as coisas, mas anda tudo tão parado e eu só queria movimentar um pouco. A verdade é que eu tenho urgências. Porque ando perdendo fases da minha vida por excesso de paciência. Basta, quero a vida aqui e agora. E é definitivo, quero ir atrás dos abraços que tanto preciso, dos sentimentos que nunca me permiti. Quero a música, os filmes, o romance mais tosco. Quero fazer uma tatuagem, quero viajar por aí sem rumo, quero os meus sonhos de volta. Quero a esperança que joguei pela janela.
"E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar... Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las. Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução. Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis. Decidi ver cada noite como um mistério a resolver. Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz. Naquele dia descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de as superar. Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tivesse sido. Deixei de me importar com quem ganha ou perde. Agora me importa simplesmente saber melhor o que fazer. Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir. Aprendi que o melhor triunfo é poder chamar alguém de "amigo". Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento, "o amor é uma filosofia de vida". Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser uma tênue luz no presente. Aprendi que de nada serve ser luz se não iluminar o caminho dos demais. Naquele dia, decidi trocar tantas coisas... Naquele dia, aprendi que os sonhos existem para tornar-se realidade. E desde aquele dia já não durmo para descansar... simplesmente durmo para sonhar."
Sempre que estou só, penso na vida e no que estou fazendo com ela. Um grande buraco negro se abre. Tudo fica oco. Vazio. Às vezes me sinto tão perdida dentro de mim que parece que me dividi em duas. Me desentendo comigo mesma. Me perco e não me acho. É estranho a sensação de nunca estar em casa. Tantos sonhos se desmoronaram como uma pirâmide de baralho. E o que era doce na infância agora é fardo. Talvez não devesse ter ido tão longe, talvez não teria me perdido tanto de vista. Talvez devesse ter segurado mais os meus sonhos ao invés de deixá-los livres como borboletas rodopiando por entre as flores. Agora sinto que devo fazer as pazes com o tempo. Me apressar e corrigir esses estragos. Tirar a poeira da alma. E quem sabe até poder encontrar um outro norte. Me encantar com ele e perceber que algumas mudanças fazem bem pra alma. Por que a vida não é só tristeza, tem também aquela outra coisa, a tal felicidade.
Não há exagero em afirmar as percas e os danos das mudanças. Afinal, a única certeza da vida é a mudança. Eu sei, e você também sabe que é clichê. Mas, apesar do chavão, existe a verdade lógica dos lugares-comuns: "Não há mudança sem trauma".
Perdemos a inocência da infância, a rebeldia da adolescência, a sabedoria da maturidade e a vitalidade da juventude. Perdemos, mas é apenas o fim de um período. Pois, mesmo com todas essas mudanças e traumas a vida continua...
“Quando pensar que chegou ao fim do caminho, dobre mais uma esquina.”
"Todos nós lembramos das historinhas de nossa infância. O sapato que serve na Cinderela. O sapo vira príncipe. A bela adormecida acorda com um beijo. Era uma vez... E viveram felizes para sempre. Contos de fadas. Coisas dos sonhos. O problema é que contos de fadas não se tornam realidade. São as outras histórias... As que começam com tempestades em noites sombrias e terminam de formas indescritíveis. São sempre os pesadelos que parecem se tornar realidade... A realidade é muito mais agitada. Muito mais turva. Muito mais assustadora. A pessoa que inventou a frase: “Felizes para sempre”, deveria tomar um tapa na cara."
As lagartas viram borboletas. E as borboletas viram o que depois que morrem? - Ah, mãe, como você não sabe isso? Elas esperam uma criança dar uma gargalhada e viram fadas! Autor Desconhecido
"Eu sempre acho que amanhã será o dia de mudar de vez, de me assumir por completo. Mas daí o amanhã chega e tenho uma imensa preguiça de sair da minha área de conforto, porque é bem provável que ninguém entenda. E dá medo encarar o que é definitivo. E porque é mais fácil reclamar da vida do que torná-la leve de sobreviver."
A gente tá perdido. E esse não é um pensamento triste ou pessimista. É só uma constatação. Sinto que a gente tá sempre tentando encontrar um não sei o quê, que sempre falta. E quando encontra esse não sei o quê que tava faltando, começa a procurar uma outra coisa. E é esse desejo que movimenta o mundo.
A gente é feito de um monte de vazios que precisam ser ocupados pra que outros vazios possam surgir.
Pendura o coração ao sol, menina, que é de luz que se alimenta esse músculo que estica e rasga e se arrebenta. Sangra, arde, dói, mas não aguenta bater sem cor, sem lágrima, sem céu, sem nuvem, sem vento. Levanta o olhar e vê. E, quando você menos perceber, tumtumtumtumtumtumtum. Ele vive.
A vida sempre trata de me enviar sinais. O fato é que eu me confundo demais e interpreto tudo erroneamente. Eu já repeti tantas vezes que transbordo sonhos na minha vida. Mas me pergunto até quando vou incluir as outras pessoas nos meus sonhos. Porque dói a não reciprocidade. Não de sonhos, mas de sentimentos. Só escuto o barulho doloroso da queda de cada pedaço das minhas ilusões. Ilusão. Tudo. Tá doendo, e eu só queria parar. Deixar aqui. Esquecer. Voltar a respirar.
"Eu tenho uma espécie de dever, de dever de sonhar, de sonhar sempre, pois sendo mais do que uma espectadora de mim mesma, eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso. E assim me construo a ouros e sedas, em salas supostas, invento palco, cenário para viver meu sonho entre luzes brandas e músicas invisíveis."
Muitas vezes me disseram que tem muita gente que não enxergamos ao nosso lado. Sussurrando coisas, conselhos, palavras, brincadeiras e verdades. Eu sempre acreditei. Hoje desconfio que não é mais ao lado que essas pessoas ficam. É dentro.