Sempre me senti diferente dos outros. Não mais bonita, não
mais inteligente, não mais especial, não mais esperta, não mais maluca, não
mais legal, apenas diferente. Sou diferente na forma de sentir, tudo que me
toca, me toca fundo. Tudo que me alegra, me alegra muito. Tudo que me dói, dói
forte, corta. Nunca tive muitos freios em matéria de sentimento. Sempre que eu
quis ir, fui. Muito me estrepei. Sempre que quis falar, falei. Muito me ralei.
Aprendi um pouco a calar, a tentar respirar fundo e pensar.
E eu tento encontrar um tema que não inclua você. Mas dentre os assuntos que predominam em meus pensamentos, ainda não pude encontrar um em que não fizesses parte. É sobre um desejo que não se cumpriu e sobre mãos que não se tocaram, corroendo o corpo por dentro. É sobre uma força que ainda persiste mesmo depois de tudo e de todos irem em direção oposta.
Agora somos uma espécie de "alguma coisa que não consigo definir" que se completam. Como se eu já não pudesse ser eu sem você, por que você se tornou parte integrante da minha vida. E quando a gente passa algum tempo sem se falar é como se você fosse sumindo do meu mundo e aí eu percebo que estou completamente dependente de você, dependente da sua presença regrada e escassa, dependente das nossas conversas e dos nossos planos para quem sabe uma outra vida.
Porque então eu fico triste? Se saudade também serve pra fazer a gente feliz, lembrar de você e fechar os olhos também deveria me fazer feliz. Porque isso é saudade, porque meu carinho era amor, e porque agora eu não tenho mais isso, fico triste. Quase penso que o amor, no fim das contas, só deixa a gente é triste. Porque sempre um fica depois do outro, e quem fica sente mais, eu acho. Mas me acostumo com o sentimento que fica, que sei que não sai daqui, que não se troca nem se perde. Acho que teria doido mais, mas eu queria estar do seu lado no final de tudo. Não pude, ninguém pode. Você me mostrou que o amor existe para a gente se fazer feliz. Seja por estar junto, ou por estar dentro, quando um dos lados vai embora.
Um dia você entende que o tempo não é inimigo. E que ele é nosso maior mestre. Que tudo vem na hora que deve vir. Que não adianta espernear nem se esconder da vida. Que a fuga não é a melhor saída. E que no fim das contas a gente sempre acaba agradecendo tudo que passou. Porque o tempo (ah, o tempo!) está sempre ao nosso lado para nos mostrar o que realmente VALE A PENA!!!
Eu sou uma pergunta de certo. Uma pergunta que não deseja ser
respondida. Que também não se contenta com as respostas porque acha tudo um
tanto quanto relativo. Meus braços são por demais pequenos para o mundo que eu
quero abraçar. E meu coração é por demais tortuoso para não causar espanto.
"Que a cada manhã a sua coragem acorde bem juntinho de você, sorria pra você, e o convide para viverem uma história toda nova, apesar do cenário aparentemente costumeiro.
Que tenha saúde no corpo, saúde na alma, saúde à beça.
Desejo que encontre maneiras para se fazer feliz no intervalo entre o instante em que cada dia acorda e o instante em que ele se deita pra dormir... Que se sinta livre e louco o bastante pra deixar a sua essência florir."
Ana Jácomo
Amigo, obrigada pela presença no Menina da Lua !!! Feliz Aniversário!!!
Não é que eu queira apressar as coisas, mas anda tudo tão parado e eu só queria movimentar um pouco. A verdade é que eu tenho urgências. Porque ando perdendo fases da minha vida por excesso de paciência. Basta, quero a vida aqui e agora. E é definitivo, quero ir atrás dos abraços que tanto preciso, dos sentimentos que nunca me permiti. Quero a música, os filmes, o romance mais tosco. Quero fazer uma tatuagem, quero viajar por aí sem rumo, quero os meus sonhos de volta. Quero a esperança que joguei pela janela.
"E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar... Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las. Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução. Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis. Decidi ver cada noite como um mistério a resolver. Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz. Naquele dia descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de as superar. Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tivesse sido. Deixei de me importar com quem ganha ou perde. Agora me importa simplesmente saber melhor o que fazer. Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir. Aprendi que o melhor triunfo é poder chamar alguém de "amigo". Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento, "o amor é uma filosofia de vida". Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser uma tênue luz no presente. Aprendi que de nada serve ser luz se não iluminar o caminho dos demais. Naquele dia, decidi trocar tantas coisas... Naquele dia, aprendi que os sonhos existem para tornar-se realidade. E desde aquele dia já não durmo para descansar... simplesmente durmo para sonhar."
Sempre que estou só, penso na vida e no que estou fazendo com ela. Um grande buraco negro se abre. Tudo fica oco. Vazio. Às vezes me sinto tão perdida dentro de mim que parece que me dividi em duas. Me desentendo comigo mesma. Me perco e não me acho. É estranho a sensação de nunca estar em casa. Tantos sonhos se desmoronaram como uma pirâmide de baralho. E o que era doce na infância agora é fardo. Talvez não devesse ter ido tão longe, talvez não teria me perdido tanto de vista. Talvez devesse ter segurado mais os meus sonhos ao invés de deixá-los livres como borboletas rodopiando por entre as flores. Agora sinto que devo fazer as pazes com o tempo. Me apressar e corrigir esses estragos. Tirar a poeira da alma. E quem sabe até poder encontrar um outro norte. Me encantar com ele e perceber que algumas mudanças fazem bem pra alma. Por que a vida não é só tristeza, tem também aquela outra coisa, a tal felicidade.
Não há exagero em afirmar as percas e os danos das mudanças. Afinal, a única certeza da vida é a mudança. Eu sei, e você também sabe que é clichê. Mas, apesar do chavão, existe a verdade lógica dos lugares-comuns: "Não há mudança sem trauma".
Perdemos a inocência da infância, a rebeldia da adolescência, a sabedoria da maturidade e a vitalidade da juventude. Perdemos, mas é apenas o fim de um período. Pois, mesmo com todas essas mudanças e traumas a vida continua...
“Quando pensar que chegou ao fim do caminho, dobre mais uma esquina.”
"Todos nós lembramos das historinhas de nossa infância. O sapato que serve na Cinderela. O sapo vira príncipe. A bela adormecida acorda com um beijo. Era uma vez... E viveram felizes para sempre. Contos de fadas. Coisas dos sonhos. O problema é que contos de fadas não se tornam realidade. São as outras histórias... As que começam com tempestades em noites sombrias e terminam de formas indescritíveis. São sempre os pesadelos que parecem se tornar realidade... A realidade é muito mais agitada. Muito mais turva. Muito mais assustadora. A pessoa que inventou a frase: “Felizes para sempre”, deveria tomar um tapa na cara."
As lagartas viram borboletas. E as borboletas viram o que depois que morrem? - Ah, mãe, como você não sabe isso? Elas esperam uma criança dar uma gargalhada e viram fadas! Autor Desconhecido